A Manacá-da-serra é uma jóia das montanhas, ela é uma árvore nativa brasileira e suas flores começam brancas puras, viram rosa-clarinho e terminam num lilás intenso, tudo na mesma copa! cresce até em solo pobre e ainda atrai beija-flores e borboletas para o jardim. Nesse artigo vamos falar tudo sobre essa maravilha da Mata Atlântica pode transformar seu quintal em uma ambiente maravilhoso!
Características da árvore Manacá-da-serra
A Manacá-da-Serra, também conhecido como Cuipeúna, Jacatirão ou Flor-de-Seda, é uma árvore semidecídua de porte médio, nativa da Mata Atlântica brasileira. Apresenta altura entre 6 a 12 metros em condições urbanas, podendo atingir até 15 metros em seu habitat natural. Seu tronco é cilíndrico e ramificado, com casca fissurada e acinzentada, característica típica da família Melastomataceae.
As folhas são simples, lanceoladas e coriáceas, medindo 8 a 15 cm de comprimento, com nervuras longitudinais paralelas bem marcadas e superfície aveludada devido à presença de tricomas. A floração ocorre principalmente entre primavera e verão, com inflorescências terminais que exibem o fenômeno da heterocromia as flores abrem brancas, tornam-se rosa-claro em 24 horas e evoluem para lílas intenso no final do ciclo, criando um efeito tricolor na copa.

As flores são hermafroditas, com 5 pétalas delicadas e estames vistosos de base purpúrea, altamente atrativas para abelhas, beija-flores e borboletas. Os frutos são cápsulas deiscentes de 1-2 cm, contendo numerosas sementes minúsculas, dispersas pelo vento (anemocoria) e por aves.
Sua madeira é semipesada, utilizada localmente para mourões e obras internas. A espécie destaca-se pela tolerância a solos pobres e rápido crescimento (2-3 metros em 2 anos), sendo amplamente empregada em reflorestamento de áreas degradadas e arborização urbana em regiões de clima subtropical.

Como cultivar a Tibouchina mutabilis
Separamos algumas dicas de cultivo do Manacá-da-Serra, você vai aprender a fazer mudas, cultivar no solo ou em vasos passo a passo de maneira simples, segue as dicas;

Como fazer mudas de manaca da serra
A produção de mudas através de sementes é o método mais eficaz para preservar a diversidade genética da espécie. Coletam-se os frutos maduros diretamente da árvore quando estiverem com coloração marrom-escura e início de deiscência (abertura espontânea). As sementes devem ser beneficiadas imediatamente através de peneiração para separação dos frutículos, seguida de secagem à sombra por 24 horas. A semeadura é realizada em substrato organo-arenoso (proporção 3:1 de terra vegetal e areia lavada), cobrindo as sementes com fina camada de serragem compostada. A taxa de germinação gira em torno de 60-80% em condições ideais, com emergência entre 15-30 dias após o plantio.

- Propagação Vegetativa por Estacas: Para a clonagem de matrizes superiores, utiliza-se a técnica de estaquia semilenhosa. Selecionam-se ramos do ano com 15-20 cm de comprimento, contendo 3-4 pares de folhas. As folhas basais são removidas e aplica-se ácido indolbutírico (AIBA) 2000 ppm na base das estacas para estimular o enraizamento. O plantio é feito em canteiros de enraizamento com substrato de casca de pinus compostada e vermiculita, mantidos sob nebulização intermitente e sombreamento de 50%. O índice de enraizamento atinge 40-60% em 60-90 dias, dependendo da época (melhores resultados no final do verão).
- Manejo Pós-Enraizamento: As mudas enraizadas são transferidas para tubetes de 290 cm³ contendo substrato à base de casca de pinus, turfa e vermiculita enriquecido com fertilizante de liberação controlada. Mantêm-se em ambiente protegido por 90-120 dias, quando atingem 25-35 cm de altura e estão prontas para o plantio definitivo. O tratamento de rustificação inclui exposição gradual ao sol pleno e redução controlada da irrigação nas 2 semanas anteriores ao plantio.

Como cultivar manaca da serra em vasos
O cultivo do Manacá-da-serra em vasos é plenamente viável, demandando, no entanto, atenção a particularidades cruciais para o desenvolvimento saudável da árvore. A seleção do recipiente é o primeiro passo decisivo: opte por vasos de no mínimo 100 litros, fabricados em materiais duráveis como concreto armado, fibra de vidro ou cerâmica reforçada, que ofereçam estabilidade estrutural para uma árvore que pode atingir de 4 a 6 metros mesmo em contenção. O vaso deve possuir múltiplos orifícios de drenagem no fundo.

A formulação do substrato é especializada recomenda-se uma mistura com 40% de substrato para plantas ácidas (pH 5.5-6.0), 30% de compostos orgânicos bem curtidos, 20% de fibra de coco para retenção balanceada de umidade e 10% de perlita ou argila expandida para garantir aeração radicalar ideal. A adubação de fundação deve incluir 150 gramas de fertilizante de liberação controlada (NPK 15-9-12) incorporado ao substrato, com reposições semestrais de 50 gramas na superfície.
O regime hídrico é crítico, irrigue quando o substrato estiver seco nos primeiros 5 cm, geralmente 2 a 3 vezes por semana no verão, reduzindo para semanal no inverno. A poda de formação é essencial para conter o porte, removendo ramos concorrentes e realizando a poda de raízes a cada 2-3 anos, substituindo parcialmente o substrato. Posicione o vaso em local com insolação direta de pelo menos 6 horas diárias, protegido de ventos fortes. Com esses cuidados, a planta pode florescer abundantemente e desenvolver-se por mais de 10 anos em cultivo contido.

Como cultivar no solo
Para o plantio em solo, selecione um local que receba sol pleno e possua boa drenagem, fundamental para o desenvolvimento saudável da árvore. A espécie adapta-se a diferentes tipos de solo, mas prospera melhor em terrenos ácidos a levemente ácidos (pH 5,5 a 6,5) e ricos em matéria orgânica.
- Preparação do Solo e Plantio: Abra uma cova com dimensões 60x60x60 cm, separando a terra retirada em duas porções. Misture à terra da superfície 10 litros de composto orgânico bem curtido, 500 gramas de farinha de ossos e 200 gramas de fertilizante NPK 10-10-10. Preencha o fundo da cova com parte dessa mistura, posicione o torrão da muda e complete com o restante, formando uma leve bacia para irrigação.
- Manejo Pós-Plantio: Faça irrigações profundas três vezes na primeira semana, reduzindo para duas vezes na semana seguinte e, posteriormente, uma rega semanal até o completo estabelecimento da árvore. Aplique cobertura morta com casca de pinus ou serragem ao redor da base, mantendo afastada do tronco, para conservar a umidade e inibir o crescimento de competição.
- Adubação de Manutenção: Anualmente, no início da primavera, incorpore 5 litros de composto orgânico e 100 gramas de NPK 10-10-10 na projeção da copa. Para estimular a floração, adicione 50 gramas de superfosfato simples no final do inverno.
- Poda e Manejo Fitossanitário: Realize poda de formação nos primeiros anos para definir a estrutura da copa, removendo ramos concorrentes e galhos mal orientados. A espécie é relativamente resistente a pragas, mas monitorar eventuais infestações de pulgões ou cochonilhas, tratando com óleo de neem quando necessário.
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